Cabral acusa Pezão de receber propina: "eu mesmo mandava entregar"

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O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) admitiu em depoimento ao juiz federal Marcelo Bretas --responsável pelas ações da Operação Lava Jato na primeira instância no Rio-- o recebimento de propina durante seus dois mandatos e apontou o ex-governador Luiz Fernando Pezão (MDB) como recebedor de valores indevidos. Cabral definiu a cobrança de propina em seu governo como um "vício" e um "erro de postura" --é a primeira vez que ele admite na Justiça desde que foi preso em novembro de 2016 ter recebido dinheiro sobre contratos. 

De acordo com Cabral, Pezão "recebia cerca de R$ 150 mil que eu mesmo mandava entregar a ele desde que ele era secretário de Obras e não é uma mentira de qualquer delator". Cabral disse que o pagamento era mensal, mas não afirmou por quanto tempo perdurou.

O ex-governador admitiu ter combinado propina sobre a compra de material na área da saúde e envolveu o então diretor do Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia) e ex-secretário da área Sérgio Côrtes no recebimento de valores indevidos. Foi um erro meu de postura, de apego a poder, a tudo isso. Um vício. Sérgio Cabral, ex-governador do Rio Questionado sobre a campanha que levou Pezão ao governo fluminense, Cabral afirmou que os valores chegaram a R$ 400 milhões financiados por empresários via caixa 2. O custo, de acordo com o balanço de campanha fornecido pelo site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), girou em torno de R$ 45 milhões --na ocasião, o teto de gastos era de R$ 85 milhões, segundo o site de TSE.

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